Como todo final de experiência de intercâmbio é corrida, afinal você quer fazer tudo pela última vez umas dez mil vezes, esse blog ficou parado.
Depois da viagem a Montreal, minha família veio me visitar, fiz o projeto mais legal do estágio todo, viajamos a Boston e visitamos faculdades que pensamos em nos candidatar ao mestrado. Aproveitei cada segundo. E tive a ideia de fazer esse post, contando por que valeu tanto essa experiência toda:
- Experimentei a vida do subúrbio americano. Viver numa casa enorme, com vizinhos preconceituosos, uma piscina gigante, e é claro, sem calçadas - afinal quem vai sair de casa sem carro? Ao mesmo tempo, poder ver coelhos, raposas e cervos selvagens, principalmente quando eu ia de bike pro trabalho era mágico.
- Aprendi a dirigir, ainda falta a aprender usar marcha direito, mas já domino o trânsito :)
- Pude praticar Vinyasa Yoga, que ao contrário da Hatha, foca nas transições e não nas permanências. As aulas eram na frente da Universidade de Princeton e o dono do local, chamado Yoga Above, era uma figurinha e tanto.
- Tive a supervisora mais perfeita e atenciosa do mundo, que é tão parecida comigo que me fez ver o quão longe eu posso ir!
- Entendi que uma corporação conservadora, onde as estruturas são cristalizadas, é onde eu não quero trabalhar. Ao mesmo tempo, poder gozar das válvulas de escape como as Fat Fridays e Happy Mondays era BOM demais!
- Aproveitei os restaurantes orientais até não poder mais! Toda semana tinha algum estabelecimento chinês, indiano, vietnamita, tailandês para me fazer feliz!!! Meus preferidos? Cross culture no Princeton Shopping Center e Klong, o tailandês da St Mark st em Manhattan.
- Aproveitei também a comida americana. Sempre que viajavamos, a parada tinha que ser no Denny's. Além do 5 Guys, Ruby Tuesday, e o melhoooor de todos: Hoagie Haven!!! Provei alguns veggie burgers mas o meu preferido mesmo era o masala burguer - com temperos picantes indianos - só não perdia pra eggplant parmeggiana do HH.
- Fui a New York diveeeeeeeeeeeersas vezes. Algumas vezes de turista, outras só para festas mesmo e outras ainda só para manter minha prática de tecido acrobático. Ir a NY me fazia lembrar o Rio (talvez até mais São Paulo, mas como eu sou do Rio...): uma cidade grande, barulhenta, que pulsa incessantemente. Que sempre tem um programa cultural diferente, seja museu ou festa temática.
- Visitei lugares que esperava, como Montreal e Boston e outros totalmente inesperados mas igualmente encantadores como New Hope e Coney Island.
- Conheci pessoas incríveis, tanto a trupe brazuca (Jaqueline, Lis, Jean, Arthur, Talles, Michele, Jessica), os americanos fora do padrão (Pam, Geoffrey) quanto os europeus (Caroline, Monica, Michel, Stratis, Vishal, Saygin, Benedikt, Frank etc). Sei que desses, alguns vão manter contato, outros não. Foi assim quando eu voltei da Alemanha. Mas todos estão no coração e nas fotos, digo, memórias, né?
Agora que voltei ao Brasil, tomei meu tempo para me reencontrar. Voltei a fazer atividade física, pois os últimos dois meses de bonança haviam me trazido mais dois kgs. Botei meus projetos pessoais para andar e consegui ficar, como havia me prometido em segredo, até novembro sem arrumar um emprego. A sorte é que a turma da Ydreams, onde eu estagiava antes, me chamou para trabalhar começando dia 3. Lembro de ter ficado triste de deixar a empresa, mas a Siemens era uma oportunidade que eu não podia abrir mão.
Ainda estou tentando entender como é voltar pra casa da mãe e não estar 100% do tempo com o Bernardo. Mas, como tudo na vida, isso é uma fase temporária e é bom saber se adaptar e estar preparado para a próxima mudança. Afinal, eu ainda não sei quando e onde será a próxima ausência...
=)
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