Como todo final de experiência de intercâmbio é corrida, afinal você quer fazer tudo pela última vez umas dez mil vezes, esse blog ficou parado.
Depois da viagem a Montreal, minha família veio me visitar, fiz o projeto mais legal do estágio todo, viajamos a Boston e visitamos faculdades que pensamos em nos candidatar ao mestrado. Aproveitei cada segundo. E tive a ideia de fazer esse post, contando por que valeu tanto essa experiência toda:
- Experimentei a vida do subúrbio americano. Viver numa casa enorme, com vizinhos preconceituosos, uma piscina gigante, e é claro, sem calçadas - afinal quem vai sair de casa sem carro? Ao mesmo tempo, poder ver coelhos, raposas e cervos selvagens, principalmente quando eu ia de bike pro trabalho era mágico.
- Aprendi a dirigir, ainda falta a aprender usar marcha direito, mas já domino o trânsito :)
- Pude praticar Vinyasa Yoga, que ao contrário da Hatha, foca nas transições e não nas permanências. As aulas eram na frente da Universidade de Princeton e o dono do local, chamado Yoga Above, era uma figurinha e tanto.
- Tive a supervisora mais perfeita e atenciosa do mundo, que é tão parecida comigo que me fez ver o quão longe eu posso ir!
- Entendi que uma corporação conservadora, onde as estruturas são cristalizadas, é onde eu não quero trabalhar. Ao mesmo tempo, poder gozar das válvulas de escape como as Fat Fridays e Happy Mondays era BOM demais!
- Aproveitei os restaurantes orientais até não poder mais! Toda semana tinha algum estabelecimento chinês, indiano, vietnamita, tailandês para me fazer feliz!!! Meus preferidos? Cross culture no Princeton Shopping Center e Klong, o tailandês da St Mark st em Manhattan.
- Aproveitei também a comida americana. Sempre que viajavamos, a parada tinha que ser no Denny's. Além do 5 Guys, Ruby Tuesday, e o melhoooor de todos: Hoagie Haven!!! Provei alguns veggie burgers mas o meu preferido mesmo era o masala burguer - com temperos picantes indianos - só não perdia pra eggplant parmeggiana do HH.
- Fui a New York diveeeeeeeeeeeersas vezes. Algumas vezes de turista, outras só para festas mesmo e outras ainda só para manter minha prática de tecido acrobático. Ir a NY me fazia lembrar o Rio (talvez até mais São Paulo, mas como eu sou do Rio...): uma cidade grande, barulhenta, que pulsa incessantemente. Que sempre tem um programa cultural diferente, seja museu ou festa temática.
- Visitei lugares que esperava, como Montreal e Boston e outros totalmente inesperados mas igualmente encantadores como New Hope e Coney Island.
- Conheci pessoas incríveis, tanto a trupe brazuca (Jaqueline, Lis, Jean, Arthur, Talles, Michele, Jessica), os americanos fora do padrão (Pam, Geoffrey) quanto os europeus (Caroline, Monica, Michel, Stratis, Vishal, Saygin, Benedikt, Frank etc). Sei que desses, alguns vão manter contato, outros não. Foi assim quando eu voltei da Alemanha. Mas todos estão no coração e nas fotos, digo, memórias, né?
Agora que voltei ao Brasil, tomei meu tempo para me reencontrar. Voltei a fazer atividade física, pois os últimos dois meses de bonança haviam me trazido mais dois kgs. Botei meus projetos pessoais para andar e consegui ficar, como havia me prometido em segredo, até novembro sem arrumar um emprego. A sorte é que a turma da Ydreams, onde eu estagiava antes, me chamou para trabalhar começando dia 3. Lembro de ter ficado triste de deixar a empresa, mas a Siemens era uma oportunidade que eu não podia abrir mão.
Ainda estou tentando entender como é voltar pra casa da mãe e não estar 100% do tempo com o Bernardo. Mas, como tudo na vida, isso é uma fase temporária e é bom saber se adaptar e estar preparado para a próxima mudança. Afinal, eu ainda não sei quando e onde será a próxima ausência...
=)
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
Travelling IV or Montreal Again, Now Summertime!
A semana do feriado de 4 de julho coincidiu com a semana do picnic da empresa, então decidimos pedir uma semana inteira off, já que somos ótimos estagiários, e passar um bom tempo em Montreal. Aliás, um ótimo tempo, cheio de Festivais.
Viajamos no sábado dia 2 de madrugada e o Festival de Jazz acabava exatamente no dia 4. Patrik foi com a gente (infelizmente teve que voltar na terça para trabalhar) e encontramos também a Caroline por lá. Levamos as bicicletas que foram muito úteis o tempo todo e eu finalmente tomei meu primeiro grande tombo de bike. Foi descendo uma ladeira, fiz uma besteira e caí de ombro no asfalto. Só fiquei com uns ralados e o corpo dolorido, nada mais sério, ainda bem!
Além dos shows do Festival, passeamos pela cidade, pelo Parc de la Fontaine, pelo Porto. Tudo muito lindo, cidade muito viva, muito mais do que em abril. As pessoas estavam mais relaxadas e tomavam sol na grama num clima de férias.
Assistimos a uns bons shows de jazz, vimos várias performances de rua, de comédia e acrobacia e no fechamento perdemos o show do B-52's pq lotou a praça, mas por sorte isso nos levou a ver um show de música eletrônica FODA! O cara fazia músicas muito simples, com 2 ou 3 frases e fazia todo mundo cantar junto. Fora ter se jogado na galera, abrir um bandeirão em cima das pessoas etc. Foi realmente demais. Praticamente um show interativo.
Quando Patrik e Caroline se foram, nós também partimos para as montanhas. Um chalé de uma amiga da Belinda fantástico, num lago das montanhas laurencianas. Lembrei muito de meu pai e meu avô que curtem mato, pesca e etc. Os donos, que são ótimos hospitaleiros, colocam comida pros animais e praticamente domesticaram os esquilos da região. Pela primeira vez vi de perto um esquilo do tipo do Tico e Teco. Ele parece um ratinho e não conseguia subir nas árvores.
Passeamos de canoa, nadamos no lago, peguei bastante sol e li muito.
Ficamos dois dias e no terceiro fomos fazer um passeio ao ashram Sivananda, o primeiro que Swami Vishnu fundou. E é enorme! Encontrei Sivadas lá, que não via fazia dois anos, desde que fui para a Europa. Fiz uma aula de yoga, jantamos e ficamos para o Satsanga que foi ao ar livre (era a noite da fogueira do TTC que tava rolando lá).
No dia seguinte, passeamos pelo bairro da casa do pai do Be e fizemos um programa familia: visitamos sua tia e prima no subúrbio de Montreal. Foi ótimo para treinar meu francês um pouco. E no sábado, o último dia, Bernardo foi conhecer a universidade que o pai dele dá aula e eu fui passear sozinha. Fui na padaria que vende os tais croiassants deliciosos, passei numa loja de figurinos de teatro e comprei um corset lindo para mim, e fui ver o Cirque du Soleil em sua tenda original! Achei muito mais intimista do que num teatro enooorme como foi o que eu fui em Las Vegas. Eu podia ver o rosto dos artistas de perto, ver a maquiagem em detalhes, ver suas expressões.
Aliás, esqueci de dizer que o festival Completement Cirque tinha começado e quando cheguei no velho porto, tinha uma estrutura de trapézio voador montada. E estava aberto ao público. De graça!!! Eu estava querendo fazer, ia pagar 65$ pra experimentar uma aula em NY e de repente tinha ali, de graça. Eu estava sozinha, bateu uma insegurança mas eu fui assim mesmo:
AMEI!
Depois voltei para casa e a noite fomos a um outro espetáculo do festival, chamado Wunderkammer. Muito bons os caras! O estilo era diferente do Cirque du Soleil, menos pessoas no palco, figurinos mais simples e sóbrios, conteúdo das apresentações não indicado para crianças, mas tecnicamente os artistas eram tão bons quanto os do Cirque. Me impressionaram. O mais lindo foi um número de acrobacia com corda, fantástico. Também passamos no atelier do Cirque du Soleil. O prédio tem janelas de vidro e é possível ver os ateliers, que ficam com a luz ligada mesmo de noite.
Voltamos para Princeton, e temos mais um mês de trabalho que promete!
Viajamos no sábado dia 2 de madrugada e o Festival de Jazz acabava exatamente no dia 4. Patrik foi com a gente (infelizmente teve que voltar na terça para trabalhar) e encontramos também a Caroline por lá. Levamos as bicicletas que foram muito úteis o tempo todo e eu finalmente tomei meu primeiro grande tombo de bike. Foi descendo uma ladeira, fiz uma besteira e caí de ombro no asfalto. Só fiquei com uns ralados e o corpo dolorido, nada mais sério, ainda bem!
Além dos shows do Festival, passeamos pela cidade, pelo Parc de la Fontaine, pelo Porto. Tudo muito lindo, cidade muito viva, muito mais do que em abril. As pessoas estavam mais relaxadas e tomavam sol na grama num clima de férias.
Assistimos a uns bons shows de jazz, vimos várias performances de rua, de comédia e acrobacia e no fechamento perdemos o show do B-52's pq lotou a praça, mas por sorte isso nos levou a ver um show de música eletrônica FODA! O cara fazia músicas muito simples, com 2 ou 3 frases e fazia todo mundo cantar junto. Fora ter se jogado na galera, abrir um bandeirão em cima das pessoas etc. Foi realmente demais. Praticamente um show interativo.
Quando Patrik e Caroline se foram, nós também partimos para as montanhas. Um chalé de uma amiga da Belinda fantástico, num lago das montanhas laurencianas. Lembrei muito de meu pai e meu avô que curtem mato, pesca e etc. Os donos, que são ótimos hospitaleiros, colocam comida pros animais e praticamente domesticaram os esquilos da região. Pela primeira vez vi de perto um esquilo do tipo do Tico e Teco. Ele parece um ratinho e não conseguia subir nas árvores.
Passeamos de canoa, nadamos no lago, peguei bastante sol e li muito.
Ficamos dois dias e no terceiro fomos fazer um passeio ao ashram Sivananda, o primeiro que Swami Vishnu fundou. E é enorme! Encontrei Sivadas lá, que não via fazia dois anos, desde que fui para a Europa. Fiz uma aula de yoga, jantamos e ficamos para o Satsanga que foi ao ar livre (era a noite da fogueira do TTC que tava rolando lá).
No dia seguinte, passeamos pelo bairro da casa do pai do Be e fizemos um programa familia: visitamos sua tia e prima no subúrbio de Montreal. Foi ótimo para treinar meu francês um pouco. E no sábado, o último dia, Bernardo foi conhecer a universidade que o pai dele dá aula e eu fui passear sozinha. Fui na padaria que vende os tais croiassants deliciosos, passei numa loja de figurinos de teatro e comprei um corset lindo para mim, e fui ver o Cirque du Soleil em sua tenda original! Achei muito mais intimista do que num teatro enooorme como foi o que eu fui em Las Vegas. Eu podia ver o rosto dos artistas de perto, ver a maquiagem em detalhes, ver suas expressões.
Aliás, esqueci de dizer que o festival Completement Cirque tinha começado e quando cheguei no velho porto, tinha uma estrutura de trapézio voador montada. E estava aberto ao público. De graça!!! Eu estava querendo fazer, ia pagar 65$ pra experimentar uma aula em NY e de repente tinha ali, de graça. Eu estava sozinha, bateu uma insegurança mas eu fui assim mesmo:
AMEI!
Depois voltei para casa e a noite fomos a um outro espetáculo do festival, chamado Wunderkammer. Muito bons os caras! O estilo era diferente do Cirque du Soleil, menos pessoas no palco, figurinos mais simples e sóbrios, conteúdo das apresentações não indicado para crianças, mas tecnicamente os artistas eram tão bons quanto os do Cirque. Me impressionaram. O mais lindo foi um número de acrobacia com corda, fantástico. Também passamos no atelier do Cirque du Soleil. O prédio tem janelas de vidro e é possível ver os ateliers, que ficam com a luz ligada mesmo de noite.
Voltamos para Princeton, e temos mais um mês de trabalho que promete!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Partying
Nesse post quero falar um pouco dos tipos de entretenimento que estamos tendo por aqui. Fomos ao cinema duas vezes - uma para ver Rio e outra para ver X-men. Fora isso, as outras opções de entretenimento around são: um dos 4 bares da cidade de Princeton ou casa na festa de alguém.
Dentre esses bares, acho que o preferido da galera é o Ivy Inn, que conta com karaokê nas quartas e bingo nas segundas. Outro legal é o Triumph por fazer cerveja artesanal e ter música ao vivo nas quintas.
As festas nas casas se alternam entre a casa dos franceses e a dos alemães (apesar dos roomates serem completamente internacionais em ambas). A nossa é a casa dos alemães II, mas não podemos dar festas por causa dos vizinhos malucos e do chão. Mas a gente faz movie nights no lugar. É ótimo pq não bagunça muito. Domingo passado, vieram 15 pessoas no filme! Quase um cinema particular!!
Parece tudo muito legal, se não fosse A MESMA coisa toda semana.
Ainda bem que existe Nova York na minha vida para acabar com essa monotonia.
E nós procuramos sempre as coisas mais bizarras para fazer, afinal, noite mainstream já tem a beça no Rio.
A última festa que fomos chama-se Circus e inclui uma série de atrações como acrobatas aéreos, dançarinas com fogo, travestis andando em perna de pau, go go girls... Só a música que não é lá alternativa: pop, eletro e hip hop. Mas a parte eletrônica é bem agradável e não dá para ficar entediado pq volta e meia aparece um negão com dreads batucando para as pessoas dançarem em volta. A festa em si é um pouco cara - 20$, mas nós ganhamos várias entradas VIPs - 7 - por conta do nosso teor de maravilha e rykeza! Aliás, não tirei fotos pq minha câmera estava sem bateria. Mas voltarei lá para tirar.
Mas ai final de semana passado, a gente resolveu ver coisas circenses de verdade. Alugamos um carro e fomos para Coney Island (Bernardo dirigiu lindamente em Manhattan) ver uns bom freak show nesse verão norte-americano. Nos shows, bizarrices como martelar uma chave de fenda no nariz, enfeitiçar cobras, engolir espada, cuspir fogo e até uma anã tentando sair de uma camisa de força - número mais politicamente incorreto.
Acho que o show que mais me surpreendeu foi um que a mulher vestida de cyber pega um esmeril e passa na bota e no braço (devidamente protegido), gerando várias fagulhas. Até que as fagulhas cairam no balde da cuspidora de fogo e bem, as coisas pegaram fogo como não era esperado. No final tiramos foto com algumas delas:


Entre um show e outro andamos pelo lugar, que mistura praia e parque de diversões decadentes. Fomos em uma montanha russa, Cyclone (nome ao fundo da segunda foto), que foi construida em 1927. Foi minha primeira vez numa montanha russa tão grande - sim, eu era muito medrosa mas estou trabalhando isso - e achei muito muito muito desconfortável o impacto nas descidas. Mas me disseram que era pq o brinquedo é velho mesmo.


Outras coisas bizarras que vimos em Coney Island foi: pessoas andando com bichos selvagens - araras, cobras etc e Oreo (biscoito) frito! Não, essa é demais... açúcar frito... Falando em comida, lá também é o lugar em que inventaram o cachorro-quente e demos uma passada na loja que existe até hoje:

Foi uma ótima daytrip! Valeu muito.
Dentre esses bares, acho que o preferido da galera é o Ivy Inn, que conta com karaokê nas quartas e bingo nas segundas. Outro legal é o Triumph por fazer cerveja artesanal e ter música ao vivo nas quintas.
As festas nas casas se alternam entre a casa dos franceses e a dos alemães (apesar dos roomates serem completamente internacionais em ambas). A nossa é a casa dos alemães II, mas não podemos dar festas por causa dos vizinhos malucos e do chão. Mas a gente faz movie nights no lugar. É ótimo pq não bagunça muito. Domingo passado, vieram 15 pessoas no filme! Quase um cinema particular!!
Parece tudo muito legal, se não fosse A MESMA coisa toda semana.
Ainda bem que existe Nova York na minha vida para acabar com essa monotonia.
E nós procuramos sempre as coisas mais bizarras para fazer, afinal, noite mainstream já tem a beça no Rio.
A última festa que fomos chama-se Circus e inclui uma série de atrações como acrobatas aéreos, dançarinas com fogo, travestis andando em perna de pau, go go girls... Só a música que não é lá alternativa: pop, eletro e hip hop. Mas a parte eletrônica é bem agradável e não dá para ficar entediado pq volta e meia aparece um negão com dreads batucando para as pessoas dançarem em volta. A festa em si é um pouco cara - 20$, mas nós ganhamos várias entradas VIPs - 7 - por conta do nosso teor de maravilha e rykeza! Aliás, não tirei fotos pq minha câmera estava sem bateria. Mas voltarei lá para tirar.
Mas ai final de semana passado, a gente resolveu ver coisas circenses de verdade. Alugamos um carro e fomos para Coney Island (Bernardo dirigiu lindamente em Manhattan) ver uns bom freak show nesse verão norte-americano. Nos shows, bizarrices como martelar uma chave de fenda no nariz, enfeitiçar cobras, engolir espada, cuspir fogo e até uma anã tentando sair de uma camisa de força - número mais politicamente incorreto.
Acho que o show que mais me surpreendeu foi um que a mulher vestida de cyber pega um esmeril e passa na bota e no braço (devidamente protegido), gerando várias fagulhas. Até que as fagulhas cairam no balde da cuspidora de fogo e bem, as coisas pegaram fogo como não era esperado. No final tiramos foto com algumas delas:


Entre um show e outro andamos pelo lugar, que mistura praia e parque de diversões decadentes. Fomos em uma montanha russa, Cyclone (nome ao fundo da segunda foto), que foi construida em 1927. Foi minha primeira vez numa montanha russa tão grande - sim, eu era muito medrosa mas estou trabalhando isso - e achei muito muito muito desconfortável o impacto nas descidas. Mas me disseram que era pq o brinquedo é velho mesmo.


Outras coisas bizarras que vimos em Coney Island foi: pessoas andando com bichos selvagens - araras, cobras etc e Oreo (biscoito) frito! Não, essa é demais... açúcar frito... Falando em comida, lá também é o lugar em que inventaram o cachorro-quente e demos uma passada na loja que existe até hoje:

Foi uma ótima daytrip! Valeu muito.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Travelling III or Niagara/ Toronto
No ultimo final de semana de maio tivemos nosso primeiro feriado e por sorte caiu numa segunda. Pois bem, fomos para Toronto, passando por Niagara Falls. A parte mais legal da viagem foi a companhia: no total, vários interns da Siemens foram. Ocupamos dois quartos de 6 camas no hostel. Teria sido mais se não fosse entraves burocráticos de visto e formulários com permissão para sair do USA....

Mas a viagem começou com um dia lindo em Niagara. A parte americana é sem dúvida muito mais sem graça que a canadense. Depois de dirigir por 7 horas, cruzar a fronteira a pé (sim, passamos de um país ao outro andando!) pela Ponte Arco-Íris (Rainbow bridge), deitamos na grama do lado canadense para curtir o sol.

Nós não pegamos o passeio de barco pq resolvemos gastar nosso tempo e dinheiro em curtir o dia por lá ao invés de passar horas na fila para depois ficar completamente encharcado como essas pessoas ai:

Mas as cataratas mesmo de longe são lindas (tenho que ir a Foz agora para comparar) e do lado canadense dá para chegar muito perto, inclusive na parte que a água cai.


No final da tarde pegamos o ônibus para Toronto, largamos as coisas no hostel e fomos para o Madison, um bar cuja lotação é 2000 pessoas. Na verdade são dois casarões interligados que parecem mais um labirinto que um bar. Cada salinha que vc entra, tem um bartender, umas cadeiras e uma decoração diferente. Bem divertido!

No dia seguinte tivemos um tourist day em Toronto: café da manhã canadense, subida na torre (que tem 400 metros e um chão de vidro!!!) e no lago. Dispensamos museus para fazer tudo com calma (até pq andar em grupo é devagar).


A noite tentamos achar um lugar legal, mas pela nossa área só tinha um barzinho com uma funcionária vaziiiiio. Pensamos em voltar para o Madison, mas quando chegamos lá estava fechado. Andamos por aquela área e achamos outro bar vazio - era domingo e no Canadá não era feriado na segunda. Até que de repente o bar se encheu com um grupo de amigas que estavam tocando música ao vivo - me pareceu as artistas da casa e era aniversário de uma. E elas ficaram muito loucas, cantando, dançando e animaram nossa noite. :)

No dia seguinte o grupo se dividiu. Uns foram passear de barco e outros andar por áreas especificas da cidade. Eu queria andar de barco, mas isso não é lá o forte de Toronto e a Agatha tinha me recomendado ir no Kesington Market. Então andamos pela Queen St onde tomamos um café da manhã num lugar de malucos e depois passeamos pelo mercado. Não comprei nada, mas valeu para sentir mais o feeling da cidade!

E caminho de volta: ônibus, ponte, carro e chegamos em casa de madrugada.
Adorei!

Mas a viagem começou com um dia lindo em Niagara. A parte americana é sem dúvida muito mais sem graça que a canadense. Depois de dirigir por 7 horas, cruzar a fronteira a pé (sim, passamos de um país ao outro andando!) pela Ponte Arco-Íris (Rainbow bridge), deitamos na grama do lado canadense para curtir o sol.

Nós não pegamos o passeio de barco pq resolvemos gastar nosso tempo e dinheiro em curtir o dia por lá ao invés de passar horas na fila para depois ficar completamente encharcado como essas pessoas ai:

Mas as cataratas mesmo de longe são lindas (tenho que ir a Foz agora para comparar) e do lado canadense dá para chegar muito perto, inclusive na parte que a água cai.


No final da tarde pegamos o ônibus para Toronto, largamos as coisas no hostel e fomos para o Madison, um bar cuja lotação é 2000 pessoas. Na verdade são dois casarões interligados que parecem mais um labirinto que um bar. Cada salinha que vc entra, tem um bartender, umas cadeiras e uma decoração diferente. Bem divertido!

No dia seguinte tivemos um tourist day em Toronto: café da manhã canadense, subida na torre (que tem 400 metros e um chão de vidro!!!) e no lago. Dispensamos museus para fazer tudo com calma (até pq andar em grupo é devagar).


A noite tentamos achar um lugar legal, mas pela nossa área só tinha um barzinho com uma funcionária vaziiiiio. Pensamos em voltar para o Madison, mas quando chegamos lá estava fechado. Andamos por aquela área e achamos outro bar vazio - era domingo e no Canadá não era feriado na segunda. Até que de repente o bar se encheu com um grupo de amigas que estavam tocando música ao vivo - me pareceu as artistas da casa e era aniversário de uma. E elas ficaram muito loucas, cantando, dançando e animaram nossa noite. :)

No dia seguinte o grupo se dividiu. Uns foram passear de barco e outros andar por áreas especificas da cidade. Eu queria andar de barco, mas isso não é lá o forte de Toronto e a Agatha tinha me recomendado ir no Kesington Market. Então andamos pela Queen St onde tomamos um café da manhã num lugar de malucos e depois passeamos pelo mercado. Não comprei nada, mas valeu para sentir mais o feeling da cidade!

E caminho de volta: ônibus, ponte, carro e chegamos em casa de madrugada.
Adorei!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Housing
Hora de falar da nossa casinha de novo. Muita coisa mudou e está cada vez mais aconchegante!!! Para começar, os meninos compraram uma mesa de sinuca, que foi colocada no porão. Nunca imaginei que uma mesa de sinuca desse tanto trabalho para transportar, pois é preciso desmontar e remontar. Olhem:


Mas ficou linda!

Nossa sala que estava vazia, ganhou uma mesa de centro e mais um sofá.


Os meninos também compraram uma churrasqueira, pois o tempo está cada vez melhor para ficar em nossa varanda! Fizeram um churrasco de inauguração mas eu não tirei foto (na verdade eu estava em NY e quando cheguei tinham 20 pessoas na minha casa...rs)

E para finalizar o MELHOR de tudo: Bernardo comprou um projetor, que faz que tenhamos praticamente um cinema em casa. Passei quase três meses sem assistir nada e agora toda noite vemos algo. :)
Ah, e aqui vão outras fotos, para vocês verem o resto da casa.




Mas ficou linda!

Nossa sala que estava vazia, ganhou uma mesa de centro e mais um sofá.


Os meninos também compraram uma churrasqueira, pois o tempo está cada vez melhor para ficar em nossa varanda! Fizeram um churrasco de inauguração mas eu não tirei foto (na verdade eu estava em NY e quando cheguei tinham 20 pessoas na minha casa...rs)

E para finalizar o MELHOR de tudo: Bernardo comprou um projetor, que faz que tenhamos praticamente um cinema em casa. Passei quase três meses sem assistir nada e agora toda noite vemos algo. :)
Ah, e aqui vão outras fotos, para vocês verem o resto da casa.


quarta-feira, 25 de maio de 2011
Yoga, Zumba & Salsa
Eu estava desanimada, pois com pouco tempo é muito dificil parar para se exercitar sozinho. Uma das professoras da Golds Gym me convidou para assistir sua aula de Zumba - e é uma das coisas mais engraçadas que eu já fiz. Pelo menos, é divertido. É simplesmente uma aula de dança com música de boate. Você segue os passinhos da professora por uma hora non-stop. Mas o cômico mesmo são as músicas versões latinas, calientes. Nesse video a música tema tem como letra: Zumba, Brasil, Caipirinha, Baila. Eu mereço???
Depois de estar numa dúvida imensa se deveria ou não me inscrever na academia, cheguei a conclusão que não. Apesar de ter aulas legais, a Yoga de lá não era das melhores e os horários não eram muito favoráveis. Além do que, a mensalidade era OK ($43) mas a inscrição um absurdo($150)!!!
Até que outro dia estava conversando com Gonzalo, um estudante PhD de astrofísica da Universidade de Princeton que também dá aulas de Salsa, e ele me contou desse lugar chamado Yoga Above, onde aulas de Yoga são ministradas numa base de doações. O lugar tem vários horários e distinção entre diferentes níveis de alunos. Bom, fui logo experimentar e gostei muito. Além da aula normal de Hatha Yoga, eles também oferecem Hot Yoga (aquela que a temperatura da sala é aumentada para as pessoas suarem muito). Eu nunca tive vontade de fazer, por isso fui na aula normal. Só que a aula normal era logo após a aula hot... conclusão: estava quente pra cachorro e suei MUUUUITO. Mas curti mesmo assim. Fora que a sala tem um vistão para a Universidade de Princeton, irado!
Depois de experimentar Yoga em três lugares diferentes, percebi uma coisa muito comum, que eu não sei se é especifíco de algum outro tipo de Yoga que eu não conheço ou se é coisa de americano... ao invés do Savasana (posição deitada) a posição de descanso entre as posições é a posição do V invertido (ou do cachorro:

No fim das contas, eu não consigo relaxar entre as posturas e vou levar um tempinho para me acostumar com isso. Outra coisa engraçada é como eles gostam de passar da posição do cachorro para a pinça em pé com um pulinho!!! Não consigo entender de onde tiraram isso...
Parece que resolvi meu problema de exercício físico, mas Bernardo está com vontade de experimentar a aula do Gonzalo. Bem, por que não? Custa apenas $5 e não é sempre que você tem a oportunidade de ter aula com um PhD de astrofísica, né?
Depois de estar numa dúvida imensa se deveria ou não me inscrever na academia, cheguei a conclusão que não. Apesar de ter aulas legais, a Yoga de lá não era das melhores e os horários não eram muito favoráveis. Além do que, a mensalidade era OK ($43) mas a inscrição um absurdo($150)!!!
Até que outro dia estava conversando com Gonzalo, um estudante PhD de astrofísica da Universidade de Princeton que também dá aulas de Salsa, e ele me contou desse lugar chamado Yoga Above, onde aulas de Yoga são ministradas numa base de doações. O lugar tem vários horários e distinção entre diferentes níveis de alunos. Bom, fui logo experimentar e gostei muito. Além da aula normal de Hatha Yoga, eles também oferecem Hot Yoga (aquela que a temperatura da sala é aumentada para as pessoas suarem muito). Eu nunca tive vontade de fazer, por isso fui na aula normal. Só que a aula normal era logo após a aula hot... conclusão: estava quente pra cachorro e suei MUUUUITO. Mas curti mesmo assim. Fora que a sala tem um vistão para a Universidade de Princeton, irado!
Depois de experimentar Yoga em três lugares diferentes, percebi uma coisa muito comum, que eu não sei se é especifíco de algum outro tipo de Yoga que eu não conheço ou se é coisa de americano... ao invés do Savasana (posição deitada) a posição de descanso entre as posições é a posição do V invertido (ou do cachorro:

No fim das contas, eu não consigo relaxar entre as posturas e vou levar um tempinho para me acostumar com isso. Outra coisa engraçada é como eles gostam de passar da posição do cachorro para a pinça em pé com um pulinho!!! Não consigo entender de onde tiraram isso...
Parece que resolvi meu problema de exercício físico, mas Bernardo está com vontade de experimentar a aula do Gonzalo. Bem, por que não? Custa apenas $5 e não é sempre que você tem a oportunidade de ter aula com um PhD de astrofísica, né?
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Working
Tem alguns dias que eu não suporto o meu trabalho. #prontofalei
Mas acho que é assim com todo mundo, não?
Mas acho que é assim com todo mundo, não?
terça-feira, 10 de maio de 2011
Biking
Spring is here, finally!!!

Isso significa que já posso tirar o mofo da minha bike e usá-la.
Agora com a volta do calor, eu me sinto mais bem disposta e estou começando a perder os (2)kgs que ganhei nesse finalzinho de inverno.
Nossa alimentação aqui vai super bem. Parando para analisar, as opções disponíveis:
1. Comprar comida congelada - gasta pouco tempo - barato - faz mal
2. Restaurante - gasta muito tempo - caro - faz bem (se souber escolher)
3. Cozinhar em casa - gasta muito tempo - barato - faz bem
Escolhemos comer o que faz bem, sem dúvida. E já que se gasta tempo mesmo, melhor fazer do jeito mais barato :) Às vezes sofremos com falta de tempo, mas o principal é: não é porque uma pizza congelada custa o mesmo preço que tomate fresco que eu vou comer mal. E Bernardo tem trabalhado muito seus dotes culinários. Outro dia ele fez bolo de banana, e no outro quiche de espinafre com ricota. Hmmmmmm....
Agora, voltando ao tema: bicicleta. Começamos a pedalar para o trabalho. Leva uns 20 minutos e o caminho é bem agradável, cheio de pássaros! Eis parte do caminho:

Outro dia (quando as folhas nem tinham saído todas) resolvemos passear pela vizinhança. Acho que a coisa mais diferente que achamos foi uma fazenda de ovelhas. É, eu moro mesmo no meio do mato. E chegamos ao lago. Adorei!

Toda vez que penso que posso pedalar de forma segura e gostosa, penso: Ainda bem que não me inscrevi na academia (até pq se eu quiser apenas puxar peso, tem equipamento na Siemens)...

Isso significa que já posso tirar o mofo da minha bike e usá-la.
Agora com a volta do calor, eu me sinto mais bem disposta e estou começando a perder os (2)kgs que ganhei nesse finalzinho de inverno.
Nossa alimentação aqui vai super bem. Parando para analisar, as opções disponíveis:
1. Comprar comida congelada - gasta pouco tempo - barato - faz mal
2. Restaurante - gasta muito tempo - caro - faz bem (se souber escolher)
3. Cozinhar em casa - gasta muito tempo - barato - faz bem
Escolhemos comer o que faz bem, sem dúvida. E já que se gasta tempo mesmo, melhor fazer do jeito mais barato :) Às vezes sofremos com falta de tempo, mas o principal é: não é porque uma pizza congelada custa o mesmo preço que tomate fresco que eu vou comer mal. E Bernardo tem trabalhado muito seus dotes culinários. Outro dia ele fez bolo de banana, e no outro quiche de espinafre com ricota. Hmmmmmm....
Agora, voltando ao tema: bicicleta. Começamos a pedalar para o trabalho. Leva uns 20 minutos e o caminho é bem agradável, cheio de pássaros! Eis parte do caminho:

Outro dia (quando as folhas nem tinham saído todas) resolvemos passear pela vizinhança. Acho que a coisa mais diferente que achamos foi uma fazenda de ovelhas. É, eu moro mesmo no meio do mato. E chegamos ao lago. Adorei!

Toda vez que penso que posso pedalar de forma segura e gostosa, penso: Ainda bem que não me inscrevi na academia (até pq se eu quiser apenas puxar peso, tem equipamento na Siemens)...
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Travelling II
Esse final de semana foi o primeiro que eu passei inteiramente em NY. Fazendo turismo de verdade.
Foi uma programação intensa. Chegamos sexta a noite, comemos num restaurante Ucraniano no East Village e fomos para o Fat Cat - um jazz club com várias mesas de sinuca, ping pong e outros jogos.

No sábado fomos novamente ao MoMA e depois ao American Natural History Museum. Gostei de ver arte e depois arejar a cabeça com dinossauros! Nesse museu gravamos vídeos (o link expira em dois meses)


Almoçamos num restaurante cubano chamado La Caridad. Lembrei da Jacque (e do Brasil pois comemos um bom arroz com feijão). Passeamos um pouco pela Times Square, até ficar de noite.

Depois fomos num show de cabaret. Tiveram um números bem engraçados e um freak show: a world guiness record engolidora de espadas engoliu uma espada de 75cm na nossa frente! Duas vezes. Ela tbm tem o record de quantidade de espadas ao mesmo tempo. O record é 14, mas ela só fez com 5 pra gente o.O

Tentamos ir no Rudy's mas além de estar lotado, aquele lugar fede a cachorro-quente. Andamos depois no Meatpacking district, mas estava muito cansada para entrar em qualquer club.
Domingo acordamos, almoçamos no Woorijip (comida Koreana indicada pela Ana Toledo!) e fomos para o sul. Vi a área do World Trade Center. Parece um mega canteiro em obras. Alguém sabe o que vão fazer lá? Depois fomos ao Battery Park. Tirei um sono no gramado. Tava um sol muito gostoso! E achamos o ferry para Staten Island que é de graça e passa na frente da Estátua da Liberdade.


Depois fui para minha aula de acrobacia aérea. E voltamos. O final de semana foi foda.
Foi uma programação intensa. Chegamos sexta a noite, comemos num restaurante Ucraniano no East Village e fomos para o Fat Cat - um jazz club com várias mesas de sinuca, ping pong e outros jogos.

No sábado fomos novamente ao MoMA e depois ao American Natural History Museum. Gostei de ver arte e depois arejar a cabeça com dinossauros! Nesse museu gravamos vídeos (o link expira em dois meses)


Almoçamos num restaurante cubano chamado La Caridad. Lembrei da Jacque (e do Brasil pois comemos um bom arroz com feijão). Passeamos um pouco pela Times Square, até ficar de noite.

Depois fomos num show de cabaret. Tiveram um números bem engraçados e um freak show: a world guiness record engolidora de espadas engoliu uma espada de 75cm na nossa frente! Duas vezes. Ela tbm tem o record de quantidade de espadas ao mesmo tempo. O record é 14, mas ela só fez com 5 pra gente o.O

Tentamos ir no Rudy's mas além de estar lotado, aquele lugar fede a cachorro-quente. Andamos depois no Meatpacking district, mas estava muito cansada para entrar em qualquer club.
Domingo acordamos, almoçamos no Woorijip (comida Koreana indicada pela Ana Toledo!) e fomos para o sul. Vi a área do World Trade Center. Parece um mega canteiro em obras. Alguém sabe o que vão fazer lá? Depois fomos ao Battery Park. Tirei um sono no gramado. Tava um sol muito gostoso! E achamos o ferry para Staten Island que é de graça e passa na frente da Estátua da Liberdade.


Depois fui para minha aula de acrobacia aérea. E voltamos. O final de semana foi foda.
Cleaning II
Estou um pouco impressionada como estamos conseguindo manter uma casa de 6 jovens limpa e arrumada. O Cleaning Schedule está funcionando, apesar de o critério "limpar" seja mais rigoroso para uns do que para outros.

O stress maior é com a louça diária e a mesa da cozinha. Alguns roomates deixam garrafas vazias, louças sujas e comida apodrecendo lá e nós que temos que tirar e jogar no lixo. Os culpados: o turco e o indiano-suíço. O chinês quase não pára em casa, deve trabalhar umas 12h/dia e o alemão já deu uma reclamada básica. Resolvemos partir para a tática dos bilhetinhos. Na verdade, na nossa cozinha mora o Devil Pig:

E é ele que assina os bilhetinhos ;)

O stress maior é com a louça diária e a mesa da cozinha. Alguns roomates deixam garrafas vazias, louças sujas e comida apodrecendo lá e nós que temos que tirar e jogar no lixo. Os culpados: o turco e o indiano-suíço. O chinês quase não pára em casa, deve trabalhar umas 12h/dia e o alemão já deu uma reclamada básica. Resolvemos partir para a tática dos bilhetinhos. Na verdade, na nossa cozinha mora o Devil Pig:

E é ele que assina os bilhetinhos ;)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Travelling

Final de semana passado fizemos a primeira viagem pelas redondezas (pq NYC e Philadelphia não entram na categoria "viagem", né?) Sexta saimos mais cedo do trabalho e pegamos a estrada em direção ao Canadá. A viagem foi longa, mais longa que pensávamos, pois estava chovendo e muito trânsito. Foram 7 horas até Plattsburgh, a cidade mais perto da fronteira. Paramos uma hora para comer o que provavelmente foi uma das pizzas mais gostosas da minha vida. Beira de estrada nos USA é o que há!
Em Plattsburgh encontramos o pai do Bernardo, onde deixamos o carro seguramente estacionado atrás de um restaurante indiano. :)
Seguimos mais 1h30 até Montreal. O clima estava bom, um pouco mais frio que Princeton, mas a neve toda já tinha quase ido embora. Visitei o domo geodésico, o porto, o mont royal, o biodome.



Comi o melhor sorvete vegan do mundo, maple syrup, croiassants (os verdadeiros) e a comida da Belinda.

Na hora de voltar, encontramos o carro com um pneu vazio. Tinha um parafuso na roda. Primeira vez que troco (ou melhor, vejo trocarem) um pneu na vida. Mas de resto a volta foi linda. Estava claro e logo depois de Plattsburgh começa um parque florestal lindo, com lagos congelados e montanhas com neve ainda. Os lagos soltavam uma fumaça, pois estavam no processo de descongelamento, que invadia a pista. Nunca pensei que as brumas de uma floresta poderia ser simplesmente gelo derretendo...


Paramos no Denny's, nosso diner preferido, que não iamos desde a California. Breakfast barato e a qualquer hora do dia, inclusive de madrugada. A viagem foi ótima, mas cansativa. Deu uma depressão ter que voltar a trabalhar...
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