segunda-feira, 10 de setembro de 2012

NYU

A Orientation Week, antes das aulas começarem, foi cheia de discursos e Welcome Parties. Conheci meus colegas de turma (não todos ainda, porque são 110). Naturalmente, me aproximei dos estrangeiros, primeiro porque tivemos um International Students Welcome antes de tudo, e segundo porque os americanos têm mais o que fazer (como trabalhar) e iam embora logo.

Os primeiros nomes são Shilpan, um indiano da área de computação, e Andres, um argentino programador. O Sergio é um cara mais velho, que dá aula de digital design no Chile e veio para cá com sua família (aliás, não o vejo desde que sua família chegou hehe). De brasileiros, finalmente conheci a Mary Fe, carioca, performer e o Vitor, baiano, da área de vídeo e transmedia storytelling. Esteban, peruano nascido e criado em Newark, na colônia brasileira, trabalha com mercado financeiro (acho), Wajma - não sei o que ela faz -, mas é afegã, que cresceu na Australia e morou em Dubai e explorou a gym comigo. Vanessa, brasileira-suíça com green card, que vive aqui há uns 15 anos, designer e web developer. Louie, música dinamarquesa, Talya, israelense, Rafael, paraguaio, Patricia, mexicana etc etc

Nossos veteranos são uns fofos que fizeram esse vídeo para gente:

TNO: Hang With Us, Maybe? from Roopa Vasudevan on Vimeo.

Tem três brasileiros no segundo ano, só conheci dois por enquanto. A Karolina não aparece no vídeo porque estava no Brasil casando mas foi super atenciosa quando perguntei mil coisas da faculdade! O primeiro semestre é bem introdutório às técnicas, ferramentas e conceitos. ICM (Intro to Computational Media) e PComp (Physical Computing) são obrigatórias para todos que não têm background em computação e engenharia. De labs, têm Video&Audio, Animação, Design e Web. Applications é palestra e apresentações, com todos os 110 alunos juntos. Eu farei todas, menos Animação e Design, pois é tudo bem introdutório e já tenho experiência nisso. Em web, aprenderei javascript e ruby. Em video&audio, a gravar e usar equipamento, e a usar o Premiere. ICM é processing, PComp, arduino. Tive a sorte de conseguir os melhores professores, ou pelo menos mais famosos (a escolha é feita pelo sistema online, ou quem aperta o botão mais rápido).

As aulas começaram e eu já senti que terei MUITO para fazer, ler, estudar etc. Além disso, arrumei um emprego on-campus. Monitora da oficina soft (pequenos circuitos e costura). Trabalharei umas 10-15 horas por semana. Não sei como vão ficar as atualizações desse blog, mas tentarei manter um update mensal pelo menos. Da faculdade, terei que registrar tudo o que eu fizer nesse blog. Lá, vocês podem acompanhar o que eu estiver fazendo. Aqui, tentarei colocar as novidades e aventuras em NY, como os shows e eventos legais.

domingo, 9 de setembro de 2012

Life

Já tem 3 semanas que eu cheguei. Na primeira, foi uma semana de resolver coisas. Abri conta no banco, consegui um número para usar no iPhone (agora tenho whatsapp!) e um plano maravilhoso que me deixa ligar para o Brasil fixo ilimitado. :D

Além da arrumação, da compra (incluindo passeio de barco pra IKEA) e montagem de móveis, a primeira semana foi boa para achar um lugar para praticar acrobacia e conhecer os arredores. Também aproveitei para comprar uma bike. Tive que pegar dois metrôs e um ônibus, fui até o final do Queens, mas a bike foi só $60! Era tão longe que a vizinhança parecia Princeton (ou os Estados Unidos tradicional). Também fomos a praia (Rockaway Beach no final do Brooklyn) no primeiro domingo e ao Moma no segundo, aproveitando nosso livre acesso as exposições e filmes, vimos um filme. No caminho do Moma, passamos pelo Brazilian Day, na 46th, Little Brazil. Teve até show do Latino ¬¬

Queens

Praia

Bonequinhos na Ikea

Brazilian Day

Na segunda semana, começaram os eventos da faculdade, e na terceira, as aulas em si. Mas isso é assunto para outro post.

domingo, 2 de setembro de 2012

Apartment Hunter

Obviamente a coisa que mais me preocupou quando eu soube que eu ia morar em NY foi: Onde eu vou morar? NY é conhecida por ter esses apartamentos caros e mínimos. A primeira coisa que eu fiz foi comunicar ao meu amigo Patrik, que trabalha na Siemens, e ele curtiu a ideia de dividir apartamento. Depois, quando Bernardo confirmou sua vinda, começamos a buscar um apto de 2 quartos em Williamsburg. Patrik fazia questão de morar na Bedford, ou na Lorimer. No máximo na Grand ou Graham (são paradas do metrô L).

Procuramos muito. Muito. Passei horas olhando craigslists, padmappers, lista de emails da faculdade. Patrik visitou diversos aptos. Foi a alguns corretores. No fim das contas, percebemos que: a maior parte dos anúncios está velha e não foi retirada. Por isso que ninguém atende o telefone. Que cozinha separada da sala é luxo. Janela em todos os cômodos então... Que um quarto anunciado como "it fits a queen size bed" pode realmente só caber a queen size bed e nada mais.

E ai que um mês passou, dois meses passaram e chegou julho e não achamos nada. E eu fui para Cuba. Sem internet, sem poder dar opinião. Sem poder usar minha intuição feminina quanto ao local. Mas voltei e nosso lar estava decidido. Eles acharam esse apartamento na Berry st, a duas quadras do metrô da Bedford e da esquina mais movimentada de Williamsburg. Outros features são a proximidade do rio e da vista do skyline de Manhattan e das aulas de tecido (tem várias aqui perto!).

Quando eu cheguei, Bernardo tinha comprado móveis na Ikea, mas só tinha montado a cama e parte do armário. A primeira semana foi de visitas a Ikea (para comprar coisas menores como roupa de cama e trocar a cômoda por uma mais baixa) e de montagem, de limpeza, e mais limpeza etc. Deu MUITO trabalho. A limpeza eu dei conta bem, a casa de Princeton tava beeeem pior que essa. Quanto ao móveis, se eu tivesse sozinha nessa, tinha pago para a Ikea montar pra mim, mesmo sem saber quanto custaria! Mas agora nossa casa tá liiinda. Apesar de ser bem menor que nossa casa do subúrbio, ela está muito mais bem equipada. Temos espaço para tudo em gavetas (como eu sentia falta de gavetas em Princeton) e a casa tem uma corrente de ar muito gostosa :)




sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ausência III

A essa altura todo mundo já sabe, mas por aqui posso deixar registrado no tempo e oferecer detalhes com links! Então vamos lá!

Motivo da ausência dessa vez: Mestrado em NY!

Depois de pesquisar muito, eu decidi fazer um mestrado em que eu pudesse aprimorar minhas habilidades em computação, tanto computação física (o que significa lidar com microcontroladores, sensores, motores para criar interações humano-computador não-tradicionais) quanto computação gráfica (nesse caso, visualização de dados e interfaces gráficas). O foco em tecnologia foi importante para minha decisão, o que de cara me fez desistir de mestrados de design de interação focados em serviço e sistemas-produto.

Enquanto estava morando em Princeton, visitei duas faculdades em NY: Parsons, que tem um mestrado chamado MFA Design + Technology e o ITP, Interactive Telecommunications Program da NYU. Eu já conhecia o ITP pelos professores da Esdi. A diferença que eu senti na visita foi que o curso da Parsons permitia concentração em 3 áreas: interação (incluindo serviços e sistemas-produto), narrativas (para games e animação) e computação (o que eu chamei de foco em tecnologia). Enquanto que no ITP, não há essa divisão clara, o que importa para eles é a experimentação, afinal eles estão localizados numa escola de arte, e não num departamento de design, como o da Parsons.

De qualquer forma, as duas custavam os olhos da cara e tanto eu quanto Bernardo precisaríamos de bolsa para poder cursar. Então, no meio tempo entre a inscrição e os resultados, eu também busquei alternativas. Entre elas, o curso Media Technology da Universidade de Leiden (Holanda) me pareceu estar na direção do ITP. Entretanto, por não ser européia, eu também precisaria de bolsa, pois os custos aumentam 10x para não-europeus. E aparentemente é assim agora no Reino Unido, na Itália e até na Suécia! Isso foi cortando minhas esperanças - desisti do Royal College of Arts, do HighWire em Lancaster, Eindhoven, Malmö, Umëa etc etc.

A Alemanha ainda não faz esse tipo de segregação para não-europeus e eles têm cursos interessantes na área de Digital Media. Listei Weimar, Bremen, Potsdam e Darmstadt - esse último se chamava Media Direction e incluia um approach de business e produção também. Os cursos de Bremen, Weimar e Darmstadt são em inglês, localizados em cidades pequenas. O curso de Potsdam é em alemão, mas a localização em Berlim era um grande atrativo. Então, caso não conseguisse a bolsa para uma faculdade americana, eu iria me preparar para estudar alemão, e caso não passasse no teste de proficiência, eu iria para uma dessas outras 3 cidades. Enquanto que Bernardo não estava interessado em morar na Europa. Ele tinha apenas NY como opção e se não fosse isso, ele continuaria na PUC, onde tinha acabado de começar o mestrado com bolsa.

Plano A, B e C definidos, até que em março veio a resposta de bolsa! Bernardo conseguiu bolsa para a Parsons e eu tanto para a Parsons quanto para o ITP! Foram dois meses tentando decidir para qual faculdade ir. No fim das contas, cá estou eu no ITP e ele na Parsons. Alguns dizem que é sorte, outros competência. Ou as duas coisas juntas. Mas conseguir mestrados na mesma cidade é um grande motivo de felicidade.

Esse post fica por aqui. Ainda virão outros sobre minha casa, vida de estudante e faculdade. Para adiantar um pouco o que eu vou estudar, esse é o site do ITP. O programa me encanta. :)

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O Fim da Ausência?

Como todo final de experiência de intercâmbio é corrida, afinal você quer fazer tudo pela última vez umas dez mil vezes, esse blog ficou parado.

Depois da viagem a Montreal, minha família veio me visitar, fiz o projeto mais legal do estágio todo, viajamos a Boston e visitamos faculdades que pensamos em nos candidatar ao mestrado. Aproveitei cada segundo. E tive a ideia de fazer esse post, contando por que valeu tanto essa experiência toda:

- Experimentei a vida do subúrbio americano. Viver numa casa enorme, com vizinhos preconceituosos, uma piscina gigante, e é claro, sem calçadas - afinal quem vai sair de casa sem carro? Ao mesmo tempo, poder ver coelhos, raposas e cervos selvagens, principalmente quando eu ia de bike pro trabalho era mágico.

- Aprendi a dirigir, ainda falta a aprender usar marcha direito, mas já domino o trânsito :)

- Pude praticar Vinyasa Yoga, que ao contrário da Hatha, foca nas transições e não nas permanências. As aulas eram na frente da Universidade de Princeton e o dono do local, chamado Yoga Above, era uma figurinha e tanto.

- Tive a supervisora mais perfeita e atenciosa do mundo, que é tão parecida comigo que me fez ver o quão longe eu posso ir!

- Entendi que uma corporação conservadora, onde as estruturas são cristalizadas, é onde eu não quero trabalhar. Ao mesmo tempo, poder gozar das válvulas de escape como as Fat Fridays e Happy Mondays era BOM demais!

- Aproveitei os restaurantes orientais até não poder mais! Toda semana tinha algum estabelecimento chinês, indiano, vietnamita, tailandês para me fazer feliz!!! Meus preferidos? Cross culture no Princeton Shopping Center e Klong, o tailandês da St Mark st em Manhattan.

- Aproveitei também a comida americana. Sempre que viajavamos, a parada tinha que ser no Denny's. Além do 5 Guys, Ruby Tuesday, e o melhoooor de todos: Hoagie Haven!!! Provei alguns veggie burgers mas o meu preferido mesmo era o masala burguer - com temperos picantes indianos - só não perdia pra eggplant parmeggiana do HH.

- Fui a New York diveeeeeeeeeeeersas vezes. Algumas vezes de turista, outras só para festas mesmo e outras ainda só para manter minha prática de tecido acrobático. Ir a NY me fazia lembrar o Rio (talvez até mais São Paulo, mas como eu sou do Rio...): uma cidade grande, barulhenta, que pulsa incessantemente. Que sempre tem um programa cultural diferente, seja museu ou festa temática.

- Visitei lugares que esperava, como Montreal e Boston e outros totalmente inesperados mas igualmente encantadores como New Hope e Coney Island.

- Conheci pessoas incríveis, tanto a trupe brazuca (Jaqueline, Lis, Jean, Arthur, Talles, Michele, Jessica), os americanos fora do padrão (Pam, Geoffrey) quanto os europeus (Caroline, Monica, Michel, Stratis, Vishal, Saygin, Benedikt, Frank etc). Sei que desses, alguns vão manter contato, outros não. Foi assim quando eu voltei da Alemanha. Mas todos estão no coração e nas fotos, digo, memórias, né?

Agora que voltei ao Brasil, tomei meu tempo para me reencontrar. Voltei a fazer atividade física, pois os últimos dois meses de bonança haviam me trazido mais dois kgs. Botei meus projetos pessoais para andar e consegui ficar, como havia me prometido em segredo, até novembro sem arrumar um emprego. A sorte é que a turma da Ydreams, onde eu estagiava antes, me chamou para trabalhar começando dia 3. Lembro de ter ficado triste de deixar a empresa, mas a Siemens era uma oportunidade que eu não podia abrir mão.

Ainda estou tentando entender como é voltar pra casa da mãe e não estar 100% do tempo com o Bernardo. Mas, como tudo na vida, isso é uma fase temporária e é bom saber se adaptar e estar preparado para a próxima mudança. Afinal, eu ainda não sei quando e onde será a próxima ausência...

=)

terça-feira, 12 de julho de 2011

Travelling IV or Montreal Again, Now Summertime!

A semana do feriado de 4 de julho coincidiu com a semana do picnic da empresa, então decidimos pedir uma semana inteira off, já que somos ótimos estagiários, e passar um bom tempo em Montreal. Aliás, um ótimo tempo, cheio de Festivais.

Viajamos no sábado dia 2 de madrugada e o Festival de Jazz acabava exatamente no dia 4. Patrik foi com a gente (infelizmente teve que voltar na terça para trabalhar) e encontramos também a Caroline por lá. Levamos as bicicletas que foram muito úteis o tempo todo e eu finalmente tomei meu primeiro grande tombo de bike. Foi descendo uma ladeira, fiz uma besteira e caí de ombro no asfalto. Só fiquei com uns ralados e o corpo dolorido, nada mais sério, ainda bem!



Além dos shows do Festival, passeamos pela cidade, pelo Parc de la Fontaine, pelo Porto. Tudo muito lindo, cidade muito viva, muito mais do que em abril. As pessoas estavam mais relaxadas e tomavam sol na grama num clima de férias.



Assistimos a uns bons shows de jazz, vimos várias performances de rua, de comédia e acrobacia e no fechamento perdemos o show do B-52's pq lotou a praça, mas por sorte isso nos levou a ver um show de música eletrônica FODA! O cara fazia músicas muito simples, com 2 ou 3 frases e fazia todo mundo cantar junto. Fora ter se jogado na galera, abrir um bandeirão em cima das pessoas etc. Foi realmente demais. Praticamente um show interativo.






Quando Patrik e Caroline se foram, nós também partimos para as montanhas. Um chalé de uma amiga da Belinda fantástico, num lago das montanhas laurencianas. Lembrei muito de meu pai e meu avô que curtem mato, pesca e etc. Os donos, que são ótimos hospitaleiros, colocam comida pros animais e praticamente domesticaram os esquilos da região. Pela primeira vez vi de perto um esquilo do tipo do Tico e Teco. Ele parece um ratinho e não conseguia subir nas árvores.





Passeamos de canoa, nadamos no lago, peguei bastante sol e li muito.
Ficamos dois dias e no terceiro fomos fazer um passeio ao ashram Sivananda, o primeiro que Swami Vishnu fundou. E é enorme! Encontrei Sivadas lá, que não via fazia dois anos, desde que fui para a Europa. Fiz uma aula de yoga, jantamos e ficamos para o Satsanga que foi ao ar livre (era a noite da fogueira do TTC que tava rolando lá).



No dia seguinte, passeamos pelo bairro da casa do pai do Be e fizemos um programa familia: visitamos sua tia e prima no subúrbio de Montreal. Foi ótimo para treinar meu francês um pouco. E no sábado, o último dia, Bernardo foi conhecer a universidade que o pai dele dá aula e eu fui passear sozinha. Fui na padaria que vende os tais croiassants deliciosos, passei numa loja de figurinos de teatro e comprei um corset lindo para mim, e fui ver o Cirque du Soleil em sua tenda original! Achei muito mais intimista do que num teatro enooorme como foi o que eu fui em Las Vegas. Eu podia ver o rosto dos artistas de perto, ver a maquiagem em detalhes, ver suas expressões.



Aliás, esqueci de dizer que o festival Completement Cirque tinha começado e quando cheguei no velho porto, tinha uma estrutura de trapézio voador montada. E estava aberto ao público. De graça!!! Eu estava querendo fazer, ia pagar 65$ pra experimentar uma aula em NY e de repente tinha ali, de graça. Eu estava sozinha, bateu uma insegurança mas eu fui assim mesmo:



AMEI!
Depois voltei para casa e a noite fomos a um outro espetáculo do festival, chamado Wunderkammer. Muito bons os caras! O estilo era diferente do Cirque du Soleil, menos pessoas no palco, figurinos mais simples e sóbrios, conteúdo das apresentações não indicado para crianças, mas tecnicamente os artistas eram tão bons quanto os do Cirque. Me impressionaram. O mais lindo foi um número de acrobacia com corda, fantástico. Também passamos no atelier do Cirque du Soleil. O prédio tem janelas de vidro e é possível ver os ateliers, que ficam com a luz ligada mesmo de noite.



Voltamos para Princeton, e temos mais um mês de trabalho que promete!



quarta-feira, 29 de junho de 2011

Partying

Nesse post quero falar um pouco dos tipos de entretenimento que estamos tendo por aqui. Fomos ao cinema duas vezes - uma para ver Rio e outra para ver X-men. Fora isso, as outras opções de entretenimento around são: um dos 4 bares da cidade de Princeton ou casa na festa de alguém.

Dentre esses bares, acho que o preferido da galera é o Ivy Inn, que conta com karaokê nas quartas e bingo nas segundas. Outro legal é o Triumph por fazer cerveja artesanal e ter música ao vivo nas quintas.

As festas nas casas se alternam entre a casa dos franceses e a dos alemães (apesar dos roomates serem completamente internacionais em ambas). A nossa é a casa dos alemães II, mas não podemos dar festas por causa dos vizinhos malucos e do chão. Mas a gente faz movie nights no lugar. É ótimo pq não bagunça muito. Domingo passado, vieram 15 pessoas no filme! Quase um cinema particular!!

Parece tudo muito legal, se não fosse A MESMA coisa toda semana.
Ainda bem que existe Nova York na minha vida para acabar com essa monotonia.
E nós procuramos sempre as coisas mais bizarras para fazer, afinal, noite mainstream já tem a beça no Rio.

A última festa que fomos chama-se Circus e inclui uma série de atrações como acrobatas aéreos, dançarinas com fogo, travestis andando em perna de pau, go go girls... Só a música que não é lá alternativa: pop, eletro e hip hop. Mas a parte eletrônica é bem agradável e não dá para ficar entediado pq volta e meia aparece um negão com dreads batucando para as pessoas dançarem em volta. A festa em si é um pouco cara - 20$, mas nós ganhamos várias entradas VIPs - 7 - por conta do nosso teor de maravilha e rykeza! Aliás, não tirei fotos pq minha câmera estava sem bateria. Mas voltarei lá para tirar.

Mas ai final de semana passado, a gente resolveu ver coisas circenses de verdade. Alugamos um carro e fomos para Coney Island (Bernardo dirigiu lindamente em Manhattan) ver uns bom freak show nesse verão norte-americano. Nos shows, bizarrices como martelar uma chave de fenda no nariz, enfeitiçar cobras, engolir espada, cuspir fogo e até uma anã tentando sair de uma camisa de força - número mais politicamente incorreto.
Acho que o show que mais me surpreendeu foi um que a mulher vestida de cyber pega um esmeril e passa na bota e no braço (devidamente protegido), gerando várias fagulhas. Até que as fagulhas cairam no balde da cuspidora de fogo e bem, as coisas pegaram fogo como não era esperado. No final tiramos foto com algumas delas:





Entre um show e outro andamos pelo lugar, que mistura praia e parque de diversões decadentes. Fomos em uma montanha russa, Cyclone (nome ao fundo da segunda foto), que foi construida em 1927. Foi minha primeira vez numa montanha russa tão grande - sim, eu era muito medrosa mas estou trabalhando isso - e achei muito muito muito desconfortável o impacto nas descidas. Mas me disseram que era pq o brinquedo é velho mesmo.





Outras coisas bizarras que vimos em Coney Island foi: pessoas andando com bichos selvagens - araras, cobras etc e Oreo (biscoito) frito! Não, essa é demais... açúcar frito... Falando em comida, lá também é o lugar em que inventaram o cachorro-quente e demos uma passada na loja que existe até hoje:



Foi uma ótima daytrip! Valeu muito.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Travelling III or Niagara/ Toronto

No ultimo final de semana de maio tivemos nosso primeiro feriado e por sorte caiu numa segunda. Pois bem, fomos para Toronto, passando por Niagara Falls. A parte mais legal da viagem foi a companhia: no total, vários interns da Siemens foram. Ocupamos dois quartos de 6 camas no hostel. Teria sido mais se não fosse entraves burocráticos de visto e formulários com permissão para sair do USA....



Mas a viagem começou com um dia lindo em Niagara. A parte americana é sem dúvida muito mais sem graça que a canadense. Depois de dirigir por 7 horas, cruzar a fronteira a pé (sim, passamos de um país ao outro andando!) pela Ponte Arco-Íris (Rainbow bridge), deitamos na grama do lado canadense para curtir o sol.



Nós não pegamos o passeio de barco pq resolvemos gastar nosso tempo e dinheiro em curtir o dia por lá ao invés de passar horas na fila para depois ficar completamente encharcado como essas pessoas ai:



Mas as cataratas mesmo de longe são lindas (tenho que ir a Foz agora para comparar) e do lado canadense dá para chegar muito perto, inclusive na parte que a água cai.





No final da tarde pegamos o ônibus para Toronto, largamos as coisas no hostel e fomos para o Madison, um bar cuja lotação é 2000 pessoas. Na verdade são dois casarões interligados que parecem mais um labirinto que um bar. Cada salinha que vc entra, tem um bartender, umas cadeiras e uma decoração diferente. Bem divertido!



No dia seguinte tivemos um tourist day em Toronto: café da manhã canadense, subida na torre (que tem 400 metros e um chão de vidro!!!) e no lago. Dispensamos museus para fazer tudo com calma (até pq andar em grupo é devagar).






A noite tentamos achar um lugar legal, mas pela nossa área só tinha um barzinho com uma funcionária vaziiiiio. Pensamos em voltar para o Madison, mas quando chegamos lá estava fechado. Andamos por aquela área e achamos outro bar vazio - era domingo e no Canadá não era feriado na segunda. Até que de repente o bar se encheu com um grupo de amigas que estavam tocando música ao vivo - me pareceu as artistas da casa e era aniversário de uma. E elas ficaram muito loucas, cantando, dançando e animaram nossa noite. :)




No dia seguinte o grupo se dividiu. Uns foram passear de barco e outros andar por áreas especificas da cidade. Eu queria andar de barco, mas isso não é lá o forte de Toronto e a Agatha tinha me recomendado ir no Kesington Market. Então andamos pela Queen St onde tomamos um café da manhã num lugar de malucos e depois passeamos pelo mercado. Não comprei nada, mas valeu para sentir mais o feeling da cidade!



E caminho de volta: ônibus, ponte, carro e chegamos em casa de madrugada.
Adorei!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Housing

Hora de falar da nossa casinha de novo. Muita coisa mudou e está cada vez mais aconchegante!!! Para começar, os meninos compraram uma mesa de sinuca, que foi colocada no porão. Nunca imaginei que uma mesa de sinuca desse tanto trabalho para transportar, pois é preciso desmontar e remontar. Olhem:





Mas ficou linda!



Nossa sala que estava vazia, ganhou uma mesa de centro e mais um sofá.






Os meninos também compraram uma churrasqueira, pois o tempo está cada vez melhor para ficar em nossa varanda! Fizeram um churrasco de inauguração mas eu não tirei foto (na verdade eu estava em NY e quando cheguei tinham 20 pessoas na minha casa...rs)



E para finalizar o MELHOR de tudo: Bernardo comprou um projetor, que faz que tenhamos praticamente um cinema em casa. Passei quase três meses sem assistir nada e agora toda noite vemos algo. :)

Ah, e aqui vão outras fotos, para vocês verem o resto da casa.