terça-feira, 12 de julho de 2011

Travelling IV or Montreal Again, Now Summertime!

A semana do feriado de 4 de julho coincidiu com a semana do picnic da empresa, então decidimos pedir uma semana inteira off, já que somos ótimos estagiários, e passar um bom tempo em Montreal. Aliás, um ótimo tempo, cheio de Festivais.

Viajamos no sábado dia 2 de madrugada e o Festival de Jazz acabava exatamente no dia 4. Patrik foi com a gente (infelizmente teve que voltar na terça para trabalhar) e encontramos também a Caroline por lá. Levamos as bicicletas que foram muito úteis o tempo todo e eu finalmente tomei meu primeiro grande tombo de bike. Foi descendo uma ladeira, fiz uma besteira e caí de ombro no asfalto. Só fiquei com uns ralados e o corpo dolorido, nada mais sério, ainda bem!



Além dos shows do Festival, passeamos pela cidade, pelo Parc de la Fontaine, pelo Porto. Tudo muito lindo, cidade muito viva, muito mais do que em abril. As pessoas estavam mais relaxadas e tomavam sol na grama num clima de férias.



Assistimos a uns bons shows de jazz, vimos várias performances de rua, de comédia e acrobacia e no fechamento perdemos o show do B-52's pq lotou a praça, mas por sorte isso nos levou a ver um show de música eletrônica FODA! O cara fazia músicas muito simples, com 2 ou 3 frases e fazia todo mundo cantar junto. Fora ter se jogado na galera, abrir um bandeirão em cima das pessoas etc. Foi realmente demais. Praticamente um show interativo.






Quando Patrik e Caroline se foram, nós também partimos para as montanhas. Um chalé de uma amiga da Belinda fantástico, num lago das montanhas laurencianas. Lembrei muito de meu pai e meu avô que curtem mato, pesca e etc. Os donos, que são ótimos hospitaleiros, colocam comida pros animais e praticamente domesticaram os esquilos da região. Pela primeira vez vi de perto um esquilo do tipo do Tico e Teco. Ele parece um ratinho e não conseguia subir nas árvores.





Passeamos de canoa, nadamos no lago, peguei bastante sol e li muito.
Ficamos dois dias e no terceiro fomos fazer um passeio ao ashram Sivananda, o primeiro que Swami Vishnu fundou. E é enorme! Encontrei Sivadas lá, que não via fazia dois anos, desde que fui para a Europa. Fiz uma aula de yoga, jantamos e ficamos para o Satsanga que foi ao ar livre (era a noite da fogueira do TTC que tava rolando lá).



No dia seguinte, passeamos pelo bairro da casa do pai do Be e fizemos um programa familia: visitamos sua tia e prima no subúrbio de Montreal. Foi ótimo para treinar meu francês um pouco. E no sábado, o último dia, Bernardo foi conhecer a universidade que o pai dele dá aula e eu fui passear sozinha. Fui na padaria que vende os tais croiassants deliciosos, passei numa loja de figurinos de teatro e comprei um corset lindo para mim, e fui ver o Cirque du Soleil em sua tenda original! Achei muito mais intimista do que num teatro enooorme como foi o que eu fui em Las Vegas. Eu podia ver o rosto dos artistas de perto, ver a maquiagem em detalhes, ver suas expressões.



Aliás, esqueci de dizer que o festival Completement Cirque tinha começado e quando cheguei no velho porto, tinha uma estrutura de trapézio voador montada. E estava aberto ao público. De graça!!! Eu estava querendo fazer, ia pagar 65$ pra experimentar uma aula em NY e de repente tinha ali, de graça. Eu estava sozinha, bateu uma insegurança mas eu fui assim mesmo:



AMEI!
Depois voltei para casa e a noite fomos a um outro espetáculo do festival, chamado Wunderkammer. Muito bons os caras! O estilo era diferente do Cirque du Soleil, menos pessoas no palco, figurinos mais simples e sóbrios, conteúdo das apresentações não indicado para crianças, mas tecnicamente os artistas eram tão bons quanto os do Cirque. Me impressionaram. O mais lindo foi um número de acrobacia com corda, fantástico. Também passamos no atelier do Cirque du Soleil. O prédio tem janelas de vidro e é possível ver os ateliers, que ficam com a luz ligada mesmo de noite.



Voltamos para Princeton, e temos mais um mês de trabalho que promete!